Huaxin supera Votorantim na compra da CSN Cimentos

compra da CSN Cimentos

A Huaxin, empresa chinesa, venceu o consórcio da Votorantim na disputa pela CSN Cimentos com uma oferta de R$ 12,7 bilhões.

A siderúrgica CSN concedeu um prazo de dez dias para a Huaxin concluir a negociação, que inclui a assinatura de contratos.

Fabio Schvartsman, o novo presidente da CSN, assumiu um papel ativo na negociação, adotando uma postura mais pragmática.

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A venda da CSN Cimentos é crucial para a CSN, que busca reduzir sua dívida líquida de R$ 42,1 bilhões.

Proposta de aquisição e exclusividade

No dia 30 de outubro, a Huaxin superou o consórcio liderado pela Votorantim na disputa pela CSN Cimentos, apresentando uma proposta de R$ 12,7 bilhões. Após essa proposta, a siderúrgica CSN concedeu um prazo de exclusividade de dez dias à Huaxin para a finalização dos documentos necessários à conclusão do negócio. Este movimento representa uma estratégia da CSN para reduzir sua dívida, atualmente em R$ 42,1 bilhões, conforme registros até junho deste ano.

A atuação de Fabio Schvartsman

Fabio Schvartsman, que assumiu a presidência executiva da CSN em setembro, teve um papel crucial na condução das negociações para a compra da CSN Cimentos. Sua participação ativa foi relatada como essencial para o resultado favorável nas negociações, sendo descrito como pragmático em resolver a questão. Antes de sua chegada, as tratativas estavam sob a responsabilidade de Benjamin Steinbruch, que passou a presidir o conselho, mas deixou o comando executivo, permitindo que Schvartsman tomasse as rédeas da negociação.

O apoio direto de Schvartsman à proposta da Huaxin foi evidenciado em momentos anteriores, onde se notou uma mudança na postura da empresa que, sob sua liderança, parecia mais disposta a firmar compromissos.

Comparação entre as ofertas e as partes envolvidas

Ao longo do processo, a proposta do consórcio Votorantim-Cementir era considerada a favorita, com uma oferta inicialmente em torno de R$ 11 bilhões. Contudo, a proposta da Huaxin, mesmo sendo abaixo do valor que Steinbruch buscava (entre R$ 13 bilhões a R$ 15 bilhões), acabou se mostrando a mais vantajosa de acordo com as expectativas internas da CSN. É importante notar que a Huaxin não possui operações de cimento no Brasil, o que diminui a sobreposição concorrencial, ao contrário da Votorantim, que é a líder do mercado nacional e cuja aquisição da CSN Cimentos poderia enfrentar barreiras regulatórias do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

O sucesso da proposta da Huaxin também reflete uma mudança significativa no mercado, onde as condições e a dinâmica das ofertas ganham destaque, especialmente no cenário atual em que a CSN busca alternativas para a redução de sua dívida e a reestruturação de sua operação após a venda da CSN Cimentos.